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R$ 200 bilhões no ralo da sonegação fiscal

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Valor é 25 vezes superior ao gasto com a construção das 12 arenas para a Copa do Mundo

Pagamos uma das maiores taxas de juros do mundo, suportamos um modelo tributário regressivo que inverte a lógica da justiça fiscal, fazendo com que o pobre pague mais impostos que o rico. Como se não bastasse, vemos uma elite muito bem acomodada e grandes corporações abonando a continuidade desse sistema anacrônico, enquanto surrupiam o erário público por meio da sonegação fiscal. E assim, em apenas 5 meses, o painel digital Sonegômetro já registra um rombo de 200 bilhões.

Pior, cristaliza-se no Brasil o mantra de que sonegar é um ato de autodefesa. Francamente, é preciso esclarecer que os maiores responsáveis pelo rombo de 415 bilhões em 2013 e os 200 bi de 2014 não o fizeram e não o fazem para se defender, mas por ganância mesmo!

Os responsáveis por esta sangria bilionária, coberta pelos impostos pagos pela imensa maioria dos cidadãos brasileiros, não são o sacoleiro, o profissional liberal ou o empresário que trabalha mais de 12 horas por dia para sobreviver, gerar emprego e renda. Ao contrário, são criminosos de colarinho branco que se escamoteiam na cortina de fumaça da corrupção e da má administração pública. E para esses que vivem da sonegação, o que importa é saber que nada vai mudar enquanto as estruturas de controle fiscal e de cobrança jurídica do Estado, como a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) continuarem sucateadas.

Já o cidadão comum, que chega a trabalhar mais de 4 meses só para pagar tributos, este sim, não tem como se “defender” sonegando. Os tributos, para o trabalhador, são cobrados de forma automática, principalmente em seu contra-cheque e nos atos cotidianos de consumo: supermercado, posto de combustível, farmácia, escola etc.

Por isso, reiteramos, a existência de parlamentares e administradores públicos corruptos não pode servir de desculpa para que outros bandidos se locupletem às custas do povo.

É no mínimo uma ingenuidade acreditar que o tributo sonegado, que deixa de ir para o caixa do Estado mal administrado ou infestado pela corrupção, segue limpo para circular no mercado. Ledo engano, é fortuna que sai do país e aterrissa em paraísos fiscais. É dinheiro da nota fiscal que o cidadão deixa de pedir e vai para o bolso de quem já havia embutido o valor dos impostos no preço do produto. É grana alta que serve para irrigar campanhas políticas escusas, mensalões e propinodutos.

Se queremos viver em um país decente, temos que lutar pela decência e pela justiça. A nossa luta é pela simplificação do sistema tributário, pelo respeito ao princípio Constitucional da capacidade contributiva, pelo combate intransigente à sonegação e à corrupção.

A Campanha Nacional da Justiça Fiscal – Quanto Custa o Brasil pra Você? é apartidária, criada e mantida pelo SINROFAZ – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, com o objetico de promover a educação fiscal e a conscientização tributária.

Os Procuradores da Fazenda Nacional são advogados públicos, concursados, que atuam na defesa do patrimônio do povo brasileiro, independentemente de quem esteja ocupando o poder.

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Texto impresso a partir do site "Quanto Custa o Brasil pra Você?" - www.quantocustaobrasil.com.br

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